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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Quem tem medo da Mavroudi? Maronia Vineyards - 2009

    A Grécia possui um dos mais fantásticos acervos de uvas autóctones de todo o mundo. Ao lado das mais conhecidas Xinomavro e Agiorgitiko, expande-se um fervilhante universo de variedades obscuras, que ainda não frequentam o palco iluminado da vinicultura global. A Mavroudi faz parte desse agrupamento de uvas pouco conhecidas fora da Grécia. Lá, ela é plantada por quase todo o país e vem produzindo vinhos cheios de personalidade e de taninos, que tendem a envelhecer bem. Como não poderia deixar de ser, este Mavroudi é criação da Tsantali, grande conglomerado vinícola grego. O vinho provém das colinas ao redor de Maronia, pequeno vilarejo situado na pontinha nordeste da Grécia. São oito meses de estágio em barricas novas de carvalho francês.
    Coloração rubi intensa, mas ainda translúcida, sem sinais de evolução. No nariz, uma clara nota de especiarias herbáceas (alecrim, louro) é o que está mais evidente. Há, também, reminiscências de ameixas e amoras, com um fundo mineral. Em boca tem bom corpo, é suculento e frutado, mas não há nem sinal da agressividade tânica pela qual a Mavroudi é conhecida. Pelo visto, apenas três anos foram suficientes para acalmar as coisas. Eis aí uma interessantíssima uva, vale a pena provar.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Tsantali Naousa Reserve - 2006

    Já provamos alguns poucos vinhos gregos por aqui. Por alguma razão, os gregos tendem a ficar numa zona cinzenta de esquecimento, talvez pela pouca variedade de propostas que chegam ao Brasil. É uma pena, já que, como veremos, há boas e acessíveis opções.
    A região grega de Naousa é conhecida pela uva Xinomavro, que costuma gerar vinhos tânicos e com bom potencial de guarda. Essa proposta da Tsantali passa por estágio em barrica de carvalho francês por doze meses. É interessante perceber que há um predomínio (90%) de madeira de segundo e terceiro uso, o que ajuda a não sufocar o vinho.
     Coloração rubi intensa e translúcida. No nariz, muitas especiarias: louro, alecrim, pimenta do reino. Há um discreto invólucro de couro, ferrugem e poeira, com alguma fruta ao longe. Dá pra sentir também uma certa mineralidade, um componente terroso. Muito interessante. Em boca é leve, discreto, sem muito corpo. Não empolga como no nariz, mas também não desagrada. Taninos bem domados e álcool em ordem. Final médio. Bom vinho.
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Rapsani - Tsantali - 2007

   Hoje comentamos nosso terceiro vinho grego, também produzido pela Tsantali. Está para chegar o dia em que provaremos um produtor grego diferente!
    Rapsani é um pequeno vilarejo próximo ao Monte Olimpo, morada dos deuses gregos. O solo, rico em ferro, recebe plantações das três típicas variedades locais que compõem este vinho: Xinomavro, Krassato e Stavroto. Há estágio de seis meses em barricas de carvalho, metade novas, metade de segundo ou terceiro uso. Em seguida, temos igual período de envelhecimento em garrafa. Os blogs Enóffillo, Vinhos de Corte e Mundo Vitis já provaram este vinho.
    Coloração rubi leve, bastante translúcida. No nariz mostrou muita fruta vermelha com um toque de especiarias (orégano) e um leve resquício de couro e ferrugem. Em boca é curiosamente “salgado”, traz pouca densidade e corpo, meio apagado. Final curto com novas lembranças de especiarias. Taninos mansos e álcool em ordem.
    No final das contas, me pareceu que há um abismo entre o nariz e a boca, faltando harmonia e integração. Da Grécia, tenho preferido os brancos.
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Halkidiki - Tsantali - 2009

    Não temos um amplo retrospecto em termos de vinhos gregos, por aqui. Já provamos o interessante Retsina e hoje, coincidentemente, temos outro branco. Obra da onipresente Tsantali, o Halkidiki é produzido na península de mesmo nome, retratada no rótulo. Trata-se de um corte meio a meio de Sauvignon Blanc e da grega Assyrtiko.
    Coloração dourada muito leve e discreta. No nariz tem abacaxi e frutas cítricas em geral, com um toque de resina de pinheiro. Em boca é leve, refrescante, tem boa acidez, é bem ligeiro e descomplicado. Gostoso, simples e fácil de beber. Bom para o calor. Custa em torno de vinte reais.
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domingo, 10 de abril de 2011

Um grego diferente: Retsina Attikis - Tsantali

    A Tsantali e a Boutari são as duas gigantes dos vinhos gregos. A primeira tem ampla distribuição pelo Brasil e não é difícil encontrar sua linha de produtos por aí. A vinícola nasceu em 1890 e fez sua fortuna produzindo destilados típicos da Grécia, como o Ouzo e o Tsipouro. Hoje, a maior parte da produção é de vinhos, exportados principalmente para a Alemanha. Aliás, como se pode notar na foto aí ao lado, a nossa garrafa de Retsina era originalmente destinada ao mercado alemão, onde costuma ser vendida por três a cinco euros. Aqui saiu por 16 reais.
    O Retsina é um dos mais tradicionais estilos de vinho grego e consiste, basicamente, na adição de resina de pinheiro ao mosto, durante a fermentação. Aqui temos duas uvas, a branca Savatiano e a rosada Rhoditis. O rótulo é simples e meio cafona, com uma imagem estereotipada.
    Visual dourado bastante intenso, bonito. No nariz traz um esverdeado de árvore, bem forte... e só. Em boca é refrescante e bastante simples, repetindo a nota vegetal. Um vinho interessante, diferente, é bem como beber um pinheiro! Bacana!
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